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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Primeiras Páginas AQUI

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018
Autora: Gin Phillips
ISBN: 9789896655259
Edição ou reimpressão: 01-2018
Editor: Suma de Letras
Páginas: 272

Sinopse:
Lincoln é um bom menino. Aos quatro anos, é curioso, inteligente e bem-comportado. Lincoln faz o que a mãe diz e sabe quais são as regras.
«As regras hoje são diferentes. As regras são que temos de nos esconder e não deixar que o homem da pistola nos encontre.»
Quando um dia comum no Jardim Zoológico se transfoma num pesadelo, Joan fica presa com o seu querido filho. tem de reunir todas as suas forças, encontrar a coragem oculta e proteger Lincoln a todo o custo - mesmo que isso signifique cruzar a linha entre o certo e o errado, entre a humanidade e o instinto animal.
É uma linha que nenhum de nós jamais sonharia cruzar.
Mas, por vezes, as regras são diferentes.
Um passeio de emoção magistral e uma exploração da maternidade em si - desde os ternos momentos de graça até ao poder selvagem. Reino de Feras questiona onde se encontra o limite entre o instinto animal para sobreviver e o dever humano de proteger os outros. Por quem deve uma mãe arriscar a sua vida?


Opinião:
Início do ano e este foi na altura o primeiro livro que recebi como prendinha das editoras, muito obrigada! Gostei imenso da capa, diferente do normal e que admito, na altura nem me fez lembrar do Jardim Zoológico mas sim (por alguma razão que nem eu sei bem), do circo. Gostei da capa apesar de achar que para esta narrativa propriamente dita não se liga assim muito bem com o livro. Isto porque para mim remete para um policial e não bem a um thriller, mas claro que esta é uma opinião pessoal.

Lincoln adora ir ao jardim zoológico. E a mãe não lhe resiste a fazer o pedido diversas vezes por semana. Adora ver aquela felicidade tão transparente que lhe surge no rosto quando está com os animais. Mas a juntar a isso esta mãe adora o sossego que sente no jardim zoológico que está dentro da cidade, parecendo que estão em outro local qualquer. Quando vão a sair do jardim zoológico, afinal já é hora de fecho e não está nada a apetecer ficarem fechados, Joan - a mãe -, vê algo em que não quer acreditar. Ouve disparos e vê corpos a cair como se de peças de dominó se tratassem... Nesse momento apenas pensa em duas coisas... Fugir e salvar o seu filho!!

Este é um livro que apesar de nas primeiras páginas parecer um thriller cheio de ação, para mim acabou por ser um livro de reflexão. Afinal de contas, o que é que uma mãe consegue fazer, ou está disposta a fazer, por um filho? Eu, não sendo mãe, não tentei colocar-me no lugar desta mãe que é acompanhada durante a narrativa, mas tentei fazer o mesmo como filha e irmã. O que faria pela família? Seria capaz a ter atitudes menos humanas para as salvar se me visse dentro de um pesadelo como aquele descrito neste livro? São estas algumas das questões que ficamos durante e após a leitura deste livro... Será que a infância de uma criança poderá escrever como esta será no futuro? Ou será que existe sempre tempo para mudar e esperança que seja alguém melhor no futuro, tenha uma boa ou má infância?

Uma narrativa que tem um ritmo que para mim foi lento. Uma coisa esquisita pois ora estamos num local ora estamos em outro local do zoo. Mas isto foi sempre com um ritmo mais lento porque, apesar de mudarem de localização, os pensamentos da personagens principal são sempre muito semelhantes. As preocupações são sempre as mesmas. As perguntas e crises que tem durante toda esta jornada acabam por não sair do mesmo. Claro que compreendo que numa situação destas não se pensa em muito mais do que sobreviver, mas mesmo assim... senti falta de mais emoção! E essa emoção apenas foi sentida a sério - para mim -, numa escolha que Joan faz, que inclui um caixote do lixo (não vos quero desvendar mais) e quando um dos assassinos do jardim zoológico conhece uma das personagens que lá ficara presa - da sua infância -, e que vamos conhecer ao longo da narrativa.

Foi um livro que se leu bem pois também acaba por ser curto, mas que podia ter explorado outras nuances ou até mesmo ter continuado com a mesma exploração mas com diferentes situações. Acaba por ser uma narrativa muito repetitiva quando o livro tinha muito mais do que isso para dar. Apesar disso acaba por ter - o que a meu ver é o grande ponto forte do livro - algumas questões que levam o leitor a refletir. Um livro de que esperava mais mas que aconselho que cada um o leia e tire as suas próprias conclusões e reflexões.
terça-feira, 13 de fevereiro de 2018
E chegou ao fim um passatempo!


Quero agradecer imenso à Suma de Letras pelo apoio e a todos que publicitaram este passatempo nos seus blogs e fóruns.

E o vencedor, escolhido de forma aleatória, é:
- Manuel Pereira

O vencedor foi contactado via facebook. Ficarei a aguardar resposta para enviar o livro para o vencedor para este desfrutar de uma boa leitura :)

Parabéns!
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018
Autora: Sara Flannery Murphy
ISBN: 9789898869111
Edição ou reimpressão: 07-2017
Editor: TopSeller
Páginas: 320

Sinopse:
Já todos perdemos alguém que amamos muito.
E se, finalmente, for possível comunicar com o «outro lado»? Edie trabalha há cinco anos na Sociedade Elisiana, uma empresa que fornece um serviço altamente exclusivo e especializado: os clientes podem comunicar com o espírito dos seus familiares mortos através dos corpos dos empregados. A jovem Edie é a melhor da sua equipa, sendo reconhecida pelo seu profissionalismo e discrição.
Porém, tudo muda quando Patrick contrata este serviço para falar com Sylvia, a sua falecida mulher. Edie passa cada vez mais tempo com ele, e acaba por se apaixonar pela vida do casal. Um fascínio que se torna uma incontrolável obsessão ao descobrir as misteriosas circunstâncias em que ocorreu a morte de Sylvia. As personalidades e histórias de Edie e Sylvia começam a diluir-se. Depois de vários anos sem tempo para si, Edie quer apenas recomeçar tudo e ter uma vida nova. Mesmo que seja a de uma mulher morta.


Opinião:
Esta capa é espetacular!! E aqui a viciada por capas não lhe conseguiu resistir muito tempo. Foi um livro estranho. Inicialmente parecia que me vinha trazer uma história mais romântica, depois percebi que na realidade estava a ler uma história de auto descoberta. 

A Sociedade Elisiana não é vista com bons olhos pela comunidade. É uma sociedade com o negócio de permitir que as pessoas voltem a falar com entes queridos que já faleceram de morte natural através de corpos de pessoas vivas. E quem são estes corpos? Pessoas normais que sentem uma certa ligação com as almas que se encontram no outro mundo e que acabam por se usarem a si mesmos como um meio de comunicação. Basta estas pessoas terem algo que era importante para a pessoa falecida e o falecido surgirá nos seus corpos. Após acordarem do transe, as pessoas que ali "trabalham" nunca se lembram de nada do que lhes acontecera naquele período nem o que disseram enquanto eram o falecido.

Edie é um destes corpos. E um dos melhores no seu trabalho. Tem clientes habituais, não tem decaídas como muitos dos seus colegas e consegue sempre fazer o que lhe pedem, mantendo-se impessoal para o que está acontecer. Pelo menos até receber Patrick, um novo cliente que acaba por lhe mexer imenso com os sentimentos, não conseguindo libertar-se da sensação de que alguma coisa se passa que não seria suposto.

Este foi um livro que foi de "luas". Para começar tenho que dizer que li este livro de mente aberta, pois eu não sou religiosa nem acredito na vida para além da morte e dessa forma li este livro como se tivesse um pouco de fantasia. E essa tarefa foi facilitada porque toda a narrativa é do ponto de vista de Edie, o que nos faz parecer que este "empréstimo" de corpos é algo natural e não religioso, o que me ajudou a entrar na narrativa.

Como referi em cima, esperava mais algum romance durante a história, mas compreendi depressa que não era isso que iria encontrar. Aqui temos Edie, uma pessoa que sempre fugira de si mesma. Sem ligações pessoais, é daquelas pessoas que se desaparecesse ninguém notava. E ao longo deste livro vamos perceber que isso não é o que ela quer, aliás, a própria Edie é que vai compreender que quer algo mais na vida à medida que a narrativa avança.

Temos algumas questões de certo e errado que nos levam a pensar ao longo do livro. Comportamentos que reprovo e outros que apoio. É um livro mais pesado do que aquilo que parece inicialmente e acaba por ser diferente do que esperava ler.

Foi um livro que gostei. Uma narrativa diferente do que esperava, mais forte e menos romântica, mas que gostei.
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018